Medicamentos fitoterápicos funcionam e ajudam a vender mais

Embora encontrem certa resistência em parte da comunidade médica e farmacêutica, os medicamentos fitoterápicos são opções a serem consideradas para aumentar as vendas da farmácia.

Definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como medicina tradicional e medicina complementar e alternativa, a fitoterapia é uma prática antiga e com excelente potencial.

Além disso, por esses e outros motivos, vem conquistando cada vez mais adeptos tanto na oferta quanto na procura por medicamentos.

Em geral, remédios fitoterápicos passam por um rigoroso controle de qualidade, assim como qualquer outro alopático, enquanto apresentam também alguns dos mesmos princípios ativos.

Só por aí, já dá para entender que a fitoterapia pode ser praticada de maneira segura e que apresenta, sim, bons resultados. 

E tanto isso é verdade que apresentaremos, aqui, uma lista de medicamentos fitoterápicos registrados na Anvisa e que, portanto, você pode comercializar sem nenhum receio.

Naturalmente, é preciso ter cuidados e entender sobre o assunto com o máximo de detalhes possíveis. 

Afinal, há também algumas “áreas de sombras” nessa questão, e muitos pontos costumam gerar confusão em quem aborda o tema a partir do senso comum.

 

Assim, reunimos neste artigo esclarecimentos necessários e uma discussão tanto sobre as bases científicas quanto das possibilidades comerciais de medicamentos fitoterápicos.

Nossa argumentação se baseia em informações difundidas por órgãos competentes como conselhos de farmácia e medicina, institutos de defesa do consumidor e a própria Anvisa.

Desse modo, esperamos contribuir para que você se beneficie das muitas vantagens de explorar esse mercado, abandonando qualquer receio desnecessário em relação ao tema.

Para começar, vejamos de perto o que é a fitoterapia e como ela se difere da mera utilização de plantas com supostas propriedades curativas.

Mas, antes, baixe a LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS registrados na ANVISA.

 

O que são medicamentos fitoterápicos?

Conforme definição da Anvisa, os medicamentos fitoterápicos são compostos de produtos naturais que possuem princípios ativos comuns aos medicamentos alopáticos

É importante destacar que essa origem natural é exclusivamente vegetal, podendo ser usadas várias partes da planta, como raízes, frutos, folhas etc.

Igualmente importante é esclarecer que existe uma regulamentação e controle sobre essa produção, garantindo a procedência, dosagem e efetividade dos princípios ativos utilizados. 

Assim, em muitos aspectos, um medicamento fitoterápico acaba não se diferenciando muito de medicamentos convencionais comercializados em farmácias.

Por outro lado, ele difere, sim, da mera utilização de chás e plantas a partir de um conhecimento popular, normalmente passado de geração em geração. 

Quem nos explica isso com mais propriedade e clareza é o Dr. Dráuzio Varella, no breve vídeo que você pode conferir a seguir:

 

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Portanto, como pudemos ver, um remédio fitoterápico apresenta necessariamente princípios ativos com eficácia comprovada

O que ocorre é que, nele, essas substâncias não são isoladas nem sintetizadas artificialmente, mas aproveitadas em sua fonte natural. 

De fato, qualquer processo que isole o princípio ativo, bem como a inclusão de outros elementos artificiais e não vegetais descaracteriza o medicamento como fitoterápico

Desse modo, o fitoterápico terá concentrações menores do princípio ativo do que o sintético, além de incluir outras propriedades típicas dos vegetais de origem.

Com essas definições em mente, poderemos entender mais nitidamente a distinção entre a fitoterapia e a homeopatia. 

Além disso, veremos também que um medicamento fitoterápico já é um medicamento alopático, não fazendo sentido a utilização desses termos como contrários ou incompatíveis.

E é justamente a essas distinções e esclarecimentos que nos dedicaremos no próximo tópico.

 

Qual a diferença entre medicamentos fitoterápicos e homeopáticos?

Primeiro, que os medicamentos fitoterápicos são feitos exclusivamente de produtos de origem vegetal, enquanto os homeopáticos podem incluir substâncias de origem mineral e até animal. 

Além disso, os princípios ativos da fitoterapia agem de modo alopático, ou seja, contrário à doença, enquanto, na homeopatia, agem de forma similar a ela.

Portanto, é perfeitamente possível estabelecer um sentido de oposição entre os medicamentos alopáticos e os homeopáticos, mas não entre alopatia e fitoterapia.

 

Inclusive, o termo “alopatia”, antes de ser utilizado como o é atualmente, era, na verdade, uma expressão pejorativa usada por adeptos da medicina alternativa. 

E aliás, foi usado pela primeira vez pelo mesmo cientista que organizou e desenvolveu os princípios da homeopatia, o médico alemão Samuel Hahnemann.

Como vemos, desde o início era sua intenção se opor à medicina tradicional, propondo uma terapêutica natural e com foco no indivíduo, não na doença. 

Para isso, desenvolveu esse método de cura a partir de substâncias que provocavam os mesmos sintomas da doença que se pretendia curar.

Trata-se da Lei do Semelhante, ou, como poderíamos dizer em uma expressão popular:  combater o fogo com fogo. 

Uma vez que a intensificação de sintomas da doença geralmente levavam a resultados desastrosos, Hahnemann passou a reduzir drasticamente a quantidade das substâncias ministradas. 

Desse modo, chegamos a outra característica fundamental da homeopatia como a conhecemos hoje, que é o uso de uma dosagem bastante reduzida.

 

A fitoterapia, por sua vez, não tem exatamente a intenção de se opor à medicina tradicional, senão a de apresentar uma alternativa natural a ela. 

E, como temos visto até aqui, faz isso de modo igualmente alopático, ou seja, agindo no sentido contrário à doença. 

E para tanto, usa princípios ativos idênticos aos sintetizados para a produção dos remédios convencionais.

   

Benefícios da fitoterapia para a saúde

Não à toa percebemos um aumento no número de adeptos à medicina natural nos últimos tempos, visto que ela realmente oferece inúmeros benefícios à saúde. 

Desse modo, vem sendo cada vez mais utilizada no combate a doenças infecciosas, disfunções metabólicas, alergias e distúrbios psicológicos, entre muitos outros.

A maior parte dos benefícios se deve ao fato dos remédios fitoterápicos terem uma composição natural, além de apresentarem uma concentração menor do princípio ativo. 

Neste último caso, pode-se argumentar contra a fitoterapia que a menor concentração do princípio ativo aumenta o tempo de resposta ao medicamento. 

E isso pode mesmo acontecer, embora o aumento no tempo de resposta não o torne necessariamente longo e de modo algum signifique ineficácia do produto.

 

De todo modo, vale considerar que isso, aliado à composição natural dos produtos, torna-os, em geral, menos agressivos ao corpo se comparados aos sintéticos. 

E isso faz deles excelentes alternativas, em especial, em casos de tratamentos prolongados.

Além disso, é muito comum pacientes apresentarem alergias a algumas substâncias de remédios convencionais, enquanto o mesmo não ocorre com o uso de fitoterápicos. 

Inclusive, ainda em comparação aos sintéticos, normalmente os fitoterápicos apresentam um número consideravelmente menor de efeitos colaterais.

Nesse sentido, ainda, destacamos o fato de que os fitoterápicos costumam causar menos dependência entre os pacientes. 

E assim, mais uma vez, em casos de tratamentos mais prolongados, acabam sendo uma alternativa muito mais saudável. 

Por isso, tendem a ser uma preferência no combate à depressão, à ansiedade e à insônia.

 

Enfim, o simples fato de terem uma origem natural já torna esse tipo de medicamentos preferencial para um número crescente de pessoas. 

Seja qual for o juízo que se tenha das medicinas naturais, o fato é que reaproximar-se da natureza é uma necessidade para muitos.

E isso vem estimulando cada vez mais a ciência a atuar neste campo, uma vez que o avanço científico acompanha o social. 

Dessa forma, a fitoterapia vem apenas ampliando sua base científica e afastando de vez toda e qualquer possibilidade de charlatanismo associada a ela.

   

Os critérios científicos que a fitoterapia segue 

Assim como em outras classes de medicamentos, o remédio fitoterápico necessita de registro e liberação na Anvisa para poder ser comercializado. 

E para isso, claro, precisa ser submetido a um controle minucioso em todas as etapas de sua produção.

Assim, desde o local de plantação à dosagem de cada substância, tudo precisa seguir critérios científicos e padrões determinados. 

E como resultado, tem-se um produto medicamentoso que, como tal, deve também ser ministrado de maneira responsável.

É fato que a maioria desses medicamentos são MIPs, ou seja, não precisam de prescrição médica para serem vendidos.

Muitos podem ser recomendados por técnicos em acupuntura e quiropraxia, podólogos e terapeutas holísticos. 

Nutricionistas e até farmacêuticos (na atenção farmacêutica) podem receitar fitoterápicos — neste último caso, desde que o produto seja feito na farmácia ou indicado para enfermidades de baixa gravidade.

Seja como for, como se trata de medicamentos, é sempre bom que haja algum acompanhamento médico para o seu uso. 

Afinal, alguns deles podem apresentar reações adversas, em especial em usos combinados com outros medicamentos.

 

Inclusive, no caso de indicação médica, o mais comum é que fitoterápicos sejam prescritos como tratamento complementar. 

E isso se deve ao fato já bastante mencionado aqui deles apresentarem uma concentração mais baixa de princípios ativos.

Mas há ainda alguns casos de fitoterápicos que precisam da prescrição médica para serem vendidos. 

São casos de medicamentos de tarja preta e vermelha, que, como tais, exigem tipos específicos de receita médica.

É importante destacar, por fim, que os remédios fitoterápicos não são intercambiáveis, e não devem substituir medicamentos indicados para tratamentos específicos.

Assim, o que se tem é apenas mais um setor da produção farmacêutica perfeitamente organizado e regulamentado

E levando-se em conta o crescimento substancial desse setor, vem se revelando uma excelente alternativa para aumentar os lucros da farmácia. 

Como vimos, não há razão nenhuma para não se aproveitar o crescimento desse mercado.

   

Como aumentar os lucros da farmácia com fitoterápicos

Com o interesse cada vez maior do público nesse tipo de medicamentos, sua comercialização se torna uma ótima estratégia para atrair e fidelizar clientes.

Nesse sentido, é interessante pensar em dar algum destaque aos produtos fitoterápicos na hora de organizar o layout da farmácia

Isso terá um impacto muito positivo sobre um tipo específico de público e pode chamar a atenção da sua clientela como um todo.

Tudo isso representa não só a possibilidade de aumentar o faturamento, mas também o ticket médio de cada cliente e da farmácia de modo geral.

 

Quanto ao faturamento, vale mencionar que os fitoterápicos, em geral, são mais caros que os alopáticos comuns. 

Assim, em diversos casos mais simples onde os clientes buscam por MIPs sem ter uma prescrição médica, pode-se oferecer a substituição do medicamento convencional por uma opção mais natural com resultado semelhante.

Já em relação ao ticket médio, há outra técnica de venda que pode ser utilizada na oferta dos fitoterápicos e que se chama “venda cruzada”. 

Assim, por exemplo, se um cliente estiver comprando medicamentos para a dor muscular, você pode oferecer algum gel à base de arnica.

Lembrando ainda que um dos principais usos do medicamento fitoterápico é como tratamento complementar. 

Dessa forma, torna-se ainda mais interessante conhecer a fundo as propriedades de cada tipo de fitoterápico que você pode comercializar em sua farmácia.

   

Conclusão: conhecendo os medicamentos fitoterápicos indicados ao uso

Vistos sob esta perspectiva mais aprofundada, esperamos que os medicamentos fitoterápicos passem a fazer parte do mix de produtos de sua farmácia. 

E sobretudo, que você possa se beneficiar dessa inclusão.

Conforme esperamos ter demonstrado, tratam-se de medicamentos eficientes e seguros, produzidos sob controle e atendendo a critérios e padrões científicos.

Como vimos, muitas discussões e receios que rondam a medicina natural e alternativa, ou até mesmo em relação à homeopatia, não se aplicam neste contexto.

Além disso, a origem natural dos fitoterápicos apresenta inúmeros benefícios à saúde e atende a uma demanda crescente por produtos desse tipo. 

E tudo isso agindo de modo alopático, ou seja, correspondente à forma como agem os medicamentos que você já comercializa.

 

Considerando-se todas essas questões, temos que o potencial dos fitoterápicos para aumentar os lucros em sua farmácia é muito grande para ser ignorado. 

A discussão que apresentamos a este respeito, embora detalhada, incluindo técnicas de venda, ainda está só no começo do quanto este mercado pode ser explorado.

É a sua criatividade, interesse e aprofundamento no assunto que irá levá-lo realmente às alturas no que se refere à exploração desse setor. 

E sendo do nosso interesse que o seu empreendimento prospere, esperamos sinceramente que você se desfaça de qualquer resistência excessiva em relação ao tema.

Sem abandonar, é claro, as preocupações em relação à qualidade dos produtos que oferece.

Nesse sentido, é de fundamental importância conhecer os medicamentos registrados e liberados pela Anvisa para comercialização, bem como o uso específico de cada um deles.

Por isso, disponibilizamos para você a lista oficial de medicamentos fitoterápicos registrados na Anvisa

Preencha o formulário abaixo para recebê-la no seu e-mail em menos de 1 minuto!

 

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