Medicamentos de Referência: o que são, mitos, verdades e lista

Os medicamentos que compõem as prateleiras das farmácias e drogarias são divididas em 3 grandes classes: os genéricos, os similares e os medicamentos de referência. 

Esses medicamentos costumam ser chamados, também, de “medicamentos éticos” — o que, às vezes, pode configurar um erro, como explicaremos mais adiante. 

Desde as pesquisas até o momento final da venda B2C (da farmácia ou consumidor final), essa classe de medicamento tem uma longa trajetória, que precisa ser conhecida por todos os farmacêuticos e pela equipe da sua farmácia ou drogaria. 

Isso porque existem informações sobre os remédios de referência que facilitam sua comercialização e, inclusive, propiciam estratégias que ajudam a aumentar as vendas e o lucro das farmácias. 

Por isso, hoje, apresentamos dados importantes, curiosidades e, também, a lista de medicamentos de referência atualizada!

Acompanhe a leitura e conheça também as perguntas frequentes e principais mitos e verdades sobre os medicamentos de referência!

Mas, antes, quer baixar a lista de medicamentos de referência e genéricos atualizada?

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Agora sim. Vamos lá?

O que são medicamentos de referência?

Os medicamentos de referência são fármacos que, após anos de pesquisas, desenvolvimento e um alto investimento financeiro, chegam ao mercado farmacêutico e alcançam os consumidores finais. 

Suas composições são consideradas inovadoras e originais porque são fórmulas recém-descobertas. Após passarem por estudos junto à ANVISA e demais órgãos reguladores para comprovarem, cientificamente, sua eficácia, segurança e qualidade, essas fórmulas são lançadas ao público pelos laboratórios de medicamentos de referência. 

A partir daí, eles podem ser utilizados como base para o desenvolvimento das demais classes de remédios - os similares e genéricos - se tiverem sua patente quebrada.

Existem, ainda, 3 grupos em que se dividem os medicamentos de referência:

  • Grupo A: lista de medicamentos que contêm um único insumo farmacêutico ativo;
  • Grupo B: lista de medicamentos que contêm dois ou mais insumos farmacêuticos ativos em uma única forma farmacêutica;
  • Grupo C: lista de medicamentos que contêm dois ou mais insumos farmacêuticos ativos nas mesmas, ou em diferentes formas farmacêuticas, para uso concomitante ou sequencial.

Mas por que esses medicamentos são chamados de “referência”?

O título “medicamento de referência” é um status conferido quando o medicamento é único e se torna um parâmetro de eficácia terapêutica, segurança e qualidade para o desenvolvimento de medicamentos genéricos e similares. 

Por que e como surgem os medicamentos de referência?

Normalmente, os fármacos de referência surgem pela necessidade de uma nova forma de tratamento para uma patologia já existente ou recém-descoberta.

Há casos em que medicamentos de referência são descobertos sem a intenção devida, pois acabam surgindo de estudos que buscavam outros efeitos. 

O desenvolvimento desses medicamentos de referência pode levar anos, quando não décadas. 

Isso porque o processo envolve estudos, pesquisas e testes que comprovem, cientificamente, sua eficácia, segurança e qualidade, para os órgãos reguladores. 

Quando aprovados pelos órgãos competentes, esses medicamentos são lançados no mercado varejista e podem, também, ter sua patente quebrada caso apresente grandes benefícios para o tratamento de alguma patologia. 

Com essa patente quebrada, outros laboratórios podem se dedicar a criar os medicamentos similares e genéricos. 

É importante ressaltar também que somente após a aprovação pelos órgãos competentes, os medicamentos novos podem passar a integrar a Lista de Medicamentos de Referência e serem comercializados. 

O documento que aborda critérios de indicação, inclusão e exclusão de medicamentos na Lista de Referências é a RDC nº 35/2012.

Curiosidades

A ANVISA utiliza 3 parâmetros para comprovar cientificamente a efetividade dos medicamentos de referência. 

Você sabe quais são eles?

Se não sabe, a resposta é eficácia, segurança e qualidade!

E você já ouviu alguém dizer que “medicamentos de referência são mais fortes que genéricos e similares”?

Nas 2 questões acima temos exemplos de mitos e verdades envolvendo os remédios de referência. 

Nessa mesma linha, existem muitas outras, e, assim, se criam muitas perguntas que deixam as pessoas em dúvida. 

Por isso, separamos as principais perguntas frequentes sobre mitos e verdades para te ajudar a entender melhor esse tipo de medicamento.

Perguntas Frequentes: mitos e verdades

A imagem mostra o desenho de um espião se disfarçando entre as palavras mitos e verdades
Remédios de Referência são mais caros porque são mais eficazes?

Isso é um mito.

O que confere um preço mais alto aos remédios de referência, em relação aos genéricos e similares, é o alto custo de suas fabricações. Além disso, está embutido nesses valores os custos que as indústrias gastaram em pesquisas até encontrar a fórmula que está sendo vendida. Estes fatores encarecem o medicamento final, mas não o tornam mais eficazes que os demais tipos de fármacos.

Posso trocar um medicamento de referência receitado por um genérico?

Sim, isso é verdade!

Medicamentos de referência e similares possuem o mesmo princípio ativo, concentração e indicação. Já os genéricos são uma cópia da classe, pois têm a mesma composição química. Ou seja, a intercambialidade de medicamentos pode ser feita tranquilamente.

O Medicamento de Referência também é conhecido como “Medicamento de Marca”?

Verdade! Os laboratórios que desenvolvem o medicamento referência podem patenteá-lo e atribuir-lhe um nome original. Como resultado, este remédio fica popularmente conhecido e caracterizado por sua marca.

A patente de um Medicamento de Referência pode ser quebrada?

Sim, isso é verdade!

Se um medicamento trouxer grandes benefícios à terapia de uma patologia, há a quebra de exclusividade e outros laboratórios podem produzir a fórmula similar ou genérica do remédio. Portanto, em casos específicos pode acontecer a quebra de patente.

É errado quebrar a patente de medicamentos de referência?

Não! Isso é um mito!

Inclusive, isso já aconteceu em fármacos utilizados no tratamento contra o vírus HIV, por exemplo.
Em casos contrários, a humanidade teria sofrido muito mais com epidemias que assolaram o mundo se apenas um laboratório pudesse produzir os medicamentos e cobrassem preços absurdos por suas fórmulas.

Fármacos de Referência não precisam passar por análise, certificação e aprovação da ANVISA?

Mito! A ANVISA segue um processo rigoroso de avaliação antes de aprovar qualquer tipo de substância. Portanto, para que um fármaco entre na lista de medicamentos de referência, são necessárias análises e certificações.

Existe um limite de exclusividade comercial para os laboratórios que lançam um Medicamento de Referência?

Verdade! Para recompensar os esforços em trazer um medicamento novo ao mercado, a ANVISA concede ao laboratório que lançou o fármaco o direito de explorá-lo comercialmente com exclusividade por 20 anos. Esse prazo é contado a partir do registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Existe uma Comissão Interministerial de Preços que regula o valor dos Medicamentos de Referência?

Verdade! Durante o tempo de exclusividade na comercialização de um medicamento lançado, somente o laboratório que possui a patente lucra com o produto. Mas isso não significa que ele possa colocar o preço que quiser. É a Comissão Interministerial de Preços quem regula o valor do medicamento e não permite que ele seja abusivo aos consumidores.

O nome "Medicamento de Referência" pode ser substituído por "Medicamento Ético"?

Mito, ainda que aconteça muito.

A questão aqui é que nem todo medicamento de referência é,necessariamente, um medicamento ético. E isso acontece por causa das quebras de patente.

Mas, para entender isso melhor, acompanhe o nosso próximo tópico!

Qual a diferença entre medicamentos de referência x medicamentos éticos?

Medicamentos éticos são aqueles que descobrem uma nova fórmula terapêutica e são lançados no mercado após comprovarem sua eficácia, segurança e qualidade no tratamento que propõem.

Para que esses medicamentos sejam liberados para o varejo farmacêutico, eles precisam passar por comitês de ética, como o da Anvisa no Brasil e FDA nos Estados Unidos.

Passar por esse comitê e ser o descobridor da fórmula é o que lhes confere o título de "medicamento ético", o direito de ser vendido com uma marca e o direito à patente.

Assim, todo medicamento ético é, necessariamente, um medicamento de referência, mas o contrário não é verdadeiro.

Existem, sim, aqueles medicamentos de referência que não são "éticos", mas que, por outros fatores, acabam sendo reconhecidos na comunidade médica.

O que acontece nesse caso é que medicamentos de referência que não são "éticos" são, na verdade, medicamentos similares que se renomaram no mercado.

Acontece assim: quando a patente do medicamento ético é quebrada, outros laboratórios que, muitas vezes, são muito bem-vistos na comunidade científica criar os seus similares e passam a fazer visitas aos médicos para apresentar-lhes outra opção mais barata que pode substituir o ético de referência.

Por confiar no laboratório, a comunidade médica passa a receitar o similar que, com o tempo, acaba se tornando um medicamento de referência na classe médica, ainda que não seja o descobridor da fórmula aprovada pelo comitê de ética.

Exemplo de medicamento similar que se tornou referência

Um exemplo que podemos ver desse caso acontece com o Rocefin e o Ceftriax:

O Rocefin é um antibiótico, do laboratório Roché, capaz de eliminar uma grande variedade de microorganismos/bactérias responsáveis por diversos tipos de infecções. A substância ativa do Rocefin é a ceftriaxona, o que já nos mostra que estamos lidando com o medicamento ético neste caso.

Já o Ceftriax é um medicamento similar, da EMS Sigma Pharma, que foi criado depois que a patente do Rocefin foi quebrada.

No entanto, o Ceftriax ganhou renome no mercado depois que a comunidade médica passou a receitá-lo no lugar do Rocefin por confiar no laboratório que o produz. E, assim, o Ceftriax se tornou um referência, disputando as vendas com o Rocefin.

Isso não significa que só medicamentos receitados são confiáveis! Todos os medicamentos vendidos na farmácia e aprovados pela ANVISA — requisito para a sua venda — são confiáveis.

A diferença está em que enquanto a patente de uma marca existe, só esse medicamento é receitado, já que não existe outra opção no mercado. Mas, como fim da patente, o cenário pode mudar.

Por isso, podemos afirmar que todo medicamento ético é um "referência", mas nem todo medicamento de referência é um "ético".

Assim temos:

  • medicamentos de referência que são éticos;
  • referências que são similares com renome;
  • similares;
  • e genéricos.

Estratégias com Medicamentos de Referência para farmácias

Você já observou qual tipo de medicamento seus clientes preferem na hora da compra?

Se sim, com certeza percebeu que genéricos e similares costumam ter mais giro.

A explicação para isso é bastante óbvia: o fator preço prevalece na hora da compra, ainda que o senso comum tenda a ver os medicamentos de referência como mais eficientes. 

Além disso, a lista de genéricos e similares que substituem os referências é bastante vasta e dificulta ainda mais a saída deles. 

Então, frente a essa dificuldade, como é possível utilizar os fármacos de referência para agregar vendas de forma estratégica numa farmácia?

Se você anda com essa dificuldade, confira as dicas abaixo!

Use o apelo comercial e a marca

O referência tem apelo comercial, marca própria, e, normalmente, é conhecido popularmente. Alguns medicamentos possuem até publicidade em TV, por exemplo. Isso confere-lhes o alcance a um grande público. 

Diante disso, a farmácia precisa saber aproveitar esse apelo comercial para chamar a atenção do usuário a esses medicamentos e, consequentemente, vendê-los mais.

Utilize a baixa margem de lucro do Referência

O referência costuma ter baixa margem de lucro, mas com estratégia isso se torna um aspecto positivo. Quer um exemplo? A farmácia pode otimizar isso usando a categoria "referência" para chamar a atenção do cliente, fazendo preços bons a baixas margens e depois oferecendo a opção do genérico e do similar.

Nota-se que a intenção aqui é lucrar mais com genéricos e similares a partir do preço dos medicamentos de referência, ou seja, nesse aspecto não se deve apostar na compra de grandes estoques de referência. 

Seguindo essa dica, veja nossa dica de ouro para aumentar a venda de genéricos em até 47%: 

Coloque um display ou adesivo no balcão da farmácia. Este adesivo deve informar o cliente do direito que ele tem de SEMPRE solicitar a versão genérica e equivalente dos medicamentos e, assim, economizar e usufruir da mesma eficácia que o referência.

Criamos um adesivo que já está sendo utilizado por diversas farmácias e ajudando a aumentar as vendas de genéricos e similares em até 47%.

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Ofereça um combo de produtos

A estratégia do combo de produtos pode até parecer antiquada, mas quando bem executada traz bons resultados à farmácia ou drogaria.

Em suma, monta-se um combo de produtos para oferecer-lhe ao consumidor, com o objetivo de promover um dos itens incluso no conjunto, a marca ou aumentar as vendas.

Aqui podemos utilizar esse artifício juntando um medicamento de referência + outros produtos da farmácia. Há várias formas de tornar isso positivo, você pode, por exemplo:

  1. Fazer uma margem mais baixa no Medicamento de Referência e uni-lo a um combo de produtos com boas margens de venda;
  2. Fazer uma boa margem no Medicamento de Referência, mas dar um desconto atrativo em outros produtos do combo (nesse caso, selecione para o combo produtos que possuem boas margens e possibilidades de venda);
  3. Montar um combo que tenha como foco vender um produto popular, que chame a atenção e seja bem requisitado, e anexar-lhe o Medicamento de Referência.

Indiferente de qual for sua escolha, monte combos realmente atrativos. Faça um estudo e descubra qual é o melhor mix de produtos para oferecer.

No verão, por exemplo, as pessoas tendem a comprar a linha solar com maior frequência. Por outro lado, no inverno, o seguimento mais vendido é o de hidratação.

Explore a oferta de produtos sazonais, trabalhe com as margens de suas mercadorias e não deixe de lado o bom senso e respeito no atendimento.

Aqui é importante ressaltar, também, que você não deve recair sobre a venda casada que é ilegal, conforme o inciso I, do artigo 39, do CDC que diz:

Art. 39, inciso I do CDC:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;”

Ou seja, ao montar combos, atente-se a sempre ter todos os itens disponíveis para suas vendas individuais. 

Bônus: 3 medicamentos de referência que possuem similar e genérico 

  • Ibuprofeno: é um dos medicamentos mais vendidos em farmácias, e também um dos mais pesquisados no Google. Seus 3 principais equivalentes são o Cpsfen e Novalfem (referência), Advil e Alivium (similar) e o próprio Ibuprofeno (genérico);
  • Dorflex: também é um dos medicamentos mais vendidos em farmácias. O Dorflex é o referência, e possui o Ana-Flex como similar e Dipirona Monoidratada + Citrato de Orfenadrina + Cafeína Anidra como genérico;
  • Torsilax: é o similar, Mioflex A é o referência e Cafeína + Carisoprodol + Diclofenaco Sódico + Paracetamol é o genérico.

Medicamentos de referência mais vendidos no Brasil

Quais são os medicamentos de referência mais vendidos no Brasil?

Segundo o último estudo da Interfarma, segue lista de medicamentos de referência mais vendidos no Brasil: 

  • Dorflex (relaxante muscular) – R$ 470,7 milhões
  • Xarelto (anticoagulante) – R$ 286,8 milhões
  • Selozok (redução da pressão arterial) – R$ 230,3 milhões
  • Neosaldina (analgésico) – R$ 222,4 milhões
  • Torsilax (relaxante muscular) – R$ 215,3 milhões
  • Aradois (anti-hipertensivo) – R$ 212,2 milhões
  • Glifage XR (antidiabético) – R$ 201,8 milhões
  • Addera D3 (suplemento de vitamina D) – R$ 195 milhões
  • Anthelios (protetor solar) – R$ 187,7 milhões
  • Buscopan composto (reduz sintomas de cólicas menstruais) – R$ 181,7 milhões

Lista de medicamentos de referência atualizada

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